Thursday, March 29, 2012

( Memória Descritiva II )

Elementos básicos da comunicação visual:
  • A linha, nos candeeiros, no contorno do passeio e na própria configuração da rua;
  • A forma, arredondada, nas luzes dos candeeiros, mais perceptível à medida que se tornam mais distantes;
  • A direcção, conseguida pelo facto de a rua ser recta;
  • A cor;
  • A textura, no pavimento;
  • A escala, perceptível nos candeeiros.


Técnicas da comunicação visual:
  • O equilíbrio, conseguido através da configuração da rua;
  • A irregularidade, nas pedras do passeio;
  • A simplicidade, no ambiente;
  • A estase;
  • A exactidão;
  • A profundidade.
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( Composição Visual )

Quadrado - Capa

CD - Bolacha
O objectivo desta primeira proposta de trabalho era criar uma composição visual, adaptável a um contorno quadrado (de 12x12cm) e a um contorno circular (com diâmetro de 11,5cm), que interpretasse a música escolhida, neste caso Ouvi Dizer, dos Ornatos Violeta.
Sendo há muito tempo uma das minhas músicas preferidas, aquilo que ela me transmite é um sentimento de tristeza e solidão, de algo perdido e irrecuperável. Foi sobretudo na parte final da música (« A cidade está deserta / E alguém escreveu o teu nome em toda a parte / Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas / Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura / Ora amarga, ora doce / Para nos lembrar que o amor é uma doença / Quando nele julgamos ver a nossa cura »), que para mim contém a sua essência, que me foquei para a realização da composição.
Assim, escolhi usar fotografia, por considerar que seria a melhor maneira de expressar a mensagem pretendida. Uma vez escolhida a foto a utilizar, utilizei os programas Photoshop e Picasa para aplicar os efeitos, mais especificamente para dar uma tonalidade azul, mais fria, à imagem, e realçar as sombras.
Na fotografia escolhida, encontram-se também presentes os seguintes elementos básicos da comunicação visual, que auxiliaram na transmissão da mensagem que se pretendia passar:
  • A linha, presente na fachada dos edifícios, na configuração das suas janelas e das  suas portas, no contorno do passeio e na própria rua, paralela, estreita e recta;
  • A forma, neste caso o quadrado e o rectângulo, presente nas janelas e portas dos edifícios;
  • A direcção, proporcionada pelo facto de a rua ser recta, o que nos indica que devemos seguir em frente;
  • O tom, que varia na fotografia, sendo que o plano mais próximo se encontra mais escurecido do que o plano mais longínquo, o que parece indicar, mais uma vez, que é necessário seguir em frente, e que dá também a ideia de perspectiva;
  • A cor, fria, que, tal como já foi referido anteriormente, tinha o objectivo de tornar a fotografia mais sombria e transmitir a ideia de solidão;
  • A escala, naturalmente conseguida através do ângulo da foto.
No que respeita às técnicas da comunicação visual, foram utilizadas:
  • A regularidade, verificada sobretudo na organização da fachada do edifício do lado esquerdo, nas janelas e portas;
  • estase, conseguida através da figura do rapaz e da total calma da rua;
  • O ênfase, dado à figura humana, que procura atrair a atenção enquanto personagem principal da composição;
  • A exactidão, transmitida naturalmente pela fotografia em si, que é realista;
  • A profundidade, conseguida através do ângulo da fotografia, que nos dá uma noção de perspectiva.
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( Recolha Fotográfica )

Próprias:





Retiradas da internet:




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( Ouvi Dizer - Videoclip )


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Sunday, March 4, 2012

Ouvi Dizer by Ornatos Violeta

« Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura! »